Por: Verônica NovaesSomos seres de suprema consciência, desde novos aprendemos o que é certo e o que é errado perante o sistema da sociedade em que vivemos, mas será que vale a pena indagar se o que é certo é realmente correto? E o que é errado realmente é falho? Bem, nossos conceitos determinam isto por questões de ética, ou seja, sabemos que esbravejar, bater e xingar é errôneo, mas só sabemos isso devido a ética e moral que nós aprendemos desde muito cedo.
A partir do momento em que desenvolvemos uma cadeia de pensamentos o que move nossas atitudes são os conceitos básicos étnicos que nos foram passados. Dito isto, a nossa conduta serve para aceitarmos o próximo com suas diferenças culturais, raciais, religiosas e ideológicas. Pois a moralidade possui um forte laço no meio sociável, por exemplo: se você respeitar conquistará seu espaço. É fundamental para o homem obter prestígio social, porque influência fortemente em sua estrutura psíquica.
No entanto, contemporaneamente, nos é transmitido também os “valores”. E acredito que estão escassos os valores adequados, pois ao analisarmos os fatos, o que vemos é uma geração de descrentes, uma geração de famintos ambiciosos. Aceitamos aquilo que nos é dado e não aquilo que conquistamos, aceitamos o fácil e corremos dos desafios. Somos monossilábicos, não sustentamos a arte da duvida e da crítica. Apegamos a materialidade, crescendo neste mundo cibernético em que a mídia faz de você quem você é, um mundo onde temos a total liberdade de expressar, mas não sabemos a maneira certa de como se fazer isto.
Os valores são essenciais, mas se aplicados de forma harmônica. Não nos transformando em maquinas repetidoras de informações, mas seres humanos dotados de sentimentos. Exercendo o papel de individuo racional, que dá valor a si mesmo quanto ao próximo, que cuida daquilo que é seu por direito seja material ou existencial.
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